O NÚCLEO

O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação - NAAH/S está abrigado na Escola Parque desde de sua implantação pelo MEC - Ministério de Educação e Cultura, em 2006, mas já vinha atuando com a proposta de identificar e atender alunos com indicativos de altas habilidades desde de 2005, na faixa etária de 08 a 16 anos, também fornece orientação à escola e família de alunos em idade pré-escolar na faixa etária entre 03 a 07 anos.

Desenvolvemos atividades de enriquecimento escolar para os alunos, apoiados nos estudos do pesquisador americano Joseph Renzulli e Zenita Gunther que são a base teórica dos estudos sobre esse tema, bem como, tomamos como modelo o atendimento desenvolvido no Centro para o Desenvolvimento do Potencial e talento - CEDET de Lavras - MG. Além do atendimento supracitado desenvolvemos também atividades de orientação às famílias destes alunos em dois grupos distintos; quais sejam: grupo de pais dos alunos precoces e dos alunos em idade escolar.

A formação do professor para atendimento ao aluno com capacidade acima da média é também parte importante do nosso atendimento, visto que, consideramos o referido profissional, como uma das principais fontes para a identificação do aluno com indicativo de altas habilidades/superdotação.

Os referidos profissionais tem participado de cursos de capacitação implementados por profissionais da área junto a Secretaria de Educação do Estado da Bahia e o Instituto Anísio Teixeira - IAT.

17 de agosto de 2016

7 de agosto de 2016

PLANO DE AULA 23 - 09/08/2016

CAÇA AO TESOURO (Homenagem ao Dia do Estudante)
    
Primeiro lugar

Segundo lugar
  





PLANO DE AULA 22 - 02/08/2016

CINEMA NO NAAHS


 
     

31 de julho de 2016

PLANO DE AULA 21 - 26/07/2016


  

  
 
 

 

 
  
 

 

 
 

10 de julho de 2016

PLANO DE AULA 20 - 05/07 e 19/07/2016

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Apostila sobre Altas Habilidades

Altas Habilidades/Superdotação e a Inclusão Escolar
Segundo Fleith (2007) tanto nacionalmente como internacionalmente já existe uma maior conscientização no que diz respeito a investir em programas que atendam alunos com um potencial acima da média nas diversas áreas de conhecimento, assim como o de disseminar informações com relação a altas habilidades/superdotação e das condições necessárias para o reconhecimento, desenvolvimento e expressão, visando à desmistificação de falsas noções deste fenômeno. Portanto, a formação de professores; o reconhecimento das necessidades do superdotado nas propostas educacionais, o estabelecimento de parcerias com a família e escola e um trabalho diversificado de atendimento ao aluno se faz necessário, assim diz (Alencar & Fleith, 2006).

Assim sendo, em 2005, a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação implantou os Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação em todos os estados brasileiros (Brasil 2005ª). Os objetivos destes núcleos são:

Ø contribuir para a formação de professores e outros profissionais na área de altas habilidades/superdotação, especialmente o que diz respeito a planejamento de ações, estratégias de ensino, métodos de pesquisa e recursos necessários para o atendimento de alunos com superdotados;

Ø oferecer, ao aluno com altas habilidades/superdotação, oportunidades educacionais que atendam às suas necessidades acadêmicas, intelectuais, emocionais e sociais, promovam o desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico, criativo e de pesquisa e cultivem seus interesses e habilidades;

Ø fornecer à família do aluno informação e orientação sobre altas habilidades/superdotação e formas de lidar de maneira segura com a capacidade superior de seu filho bem como de estimular o potencial superior dos mesmos.

Ø Oportunizar, ao professor, acesso a materiais, recursos didáticos e pedagógicos que poderão subsidiar a prática docente.

CONCEITO DE ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
(material pesquisado no site: Revista Escola).
Acesso em 22/02/2010.)

A Política Nacional de Educação Especial do Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial (1994) adota o conceito de Marland, que define como pessoas – crianças e adultos com altas habilidades / superdotação as que apresentam desempenho acima da média ou elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:

Ø capacidade intelectual geral;
Ø aptidão acadêmica específica;
Ø pensamento criativo ou produtivo;
Ø capacidade de liderança; talento especial para artes;
Ø e capacidade psicomotora.


Uma conceituação atualmente aceita por vários autores sobre o que seja a pessoa superdotada é a de Renzulli, no seu Modelo dos Três Anéis. Segundo este pesquisador, o comportamento superdotado consiste na interação entre os três grupamentos básicos dos traços humanos:

Ø habilidades gerais e/ou específicas acima da média;
Ø elevados níveis de comprometimento com a tarefa;
Ø e elevados níveis de criatividade.


Habilidade acima da média: referem-se aos comportamentos observados, relatados ou demonstrados que confirmariam a expressão de traços consistentemente superiores em qualquer campo do saber ou do fazer. Assim, tais traços apareceriam com freqüência e duração no repertório de uma pessoa, de tal forma que seriam percebidos em repetidas situações e mantidos ao longo de períodos de tempo.

Criatividade: são os comportamentos visíveis por intermédio da demonstração de traços criativos no fazer e no pensar, expressos em diferentes linguagens, tais como: falada, gestual, plástica, teatral, matemática, musical, filosóficas ou outras.

Envolvimento com a tarefa: relacionam-se aos comportamentos observáveis por meio de expressivo nível de interesse, motivação e empenho pessoal nas tarefas que realiza.

Um dos aspectos que Renzulli dá ênfase em sua concepção é o motivacional. Esse aspecto inclui uma série de traços, como: perseverança, dedicação, esforço, autoconfiança e uma crença na sua própria habilidade de desenvolver um trabalho importante.

Qual a origem das altas habilidades/superdotação?

Como na grande maioria das demais áreas da vida humana, a discussão científica sobre o talento tem sido permeada por defesas da herança biológica e da estimulação ambiental. Da mesma forma que nos demais casos, é muito difícil poder apontar com exatidão quanto de determinação cabe a um e a outro. Entretanto, pode-se afirmar, com razoável segurança, que ambos contribuem para o processo de desenvolvimento de uma pessoa dotada de altas habilidades/superdotação, e que um ambiente estimulador favorece a manifestação de suas características.

Quais os tipos de alunos com altas habilidades/superdotação?

Dos tipos mencionados na literatura, destacam-se os seguintes:
Tipo Intelectual – apresenta flexibilidade, fluência de pensamento, capacidade de pensamento abstrato para fazer associações, produção ideativa, rapidez do pensamento, compreensão e memória elevadas, capacidade de resolver e lidar com problemas.

Tipo Acadêmico - evidencia aptidão acadêmica específica, de atenção, de concentração; rapidez de aprendizagem, boa memória, gosto e motivação pelas disciplinas acadêmicas de seu interesse; habilidade para avaliar, sintetizar e organizar o conhecimento; capacidade de produção acadêmica.

Tipo Criativo - relaciona-se às seguintes características: originalidade, imaginação, capacidade para resolver problemas de forma diferente e inovadora, sensibilidade para as situações ambientais, podendo reagir e produzir diferentemente, e até de modo extravagante; sentimento de desafio diante da desordem de fatos; facilidade de auto-expressão, fluência e flexibilidade.

Tipo Social - revela capacidade de liderança e caracteriza-se por demonstrar sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, habilidade de trato com pessoas diversas e grupos para estabelecer relações sociais, percepção acurada das situações de grupo, capacidade para resolver situações sociais complexas, alto poder de persuasão e de influência no grupo.

Tipo Talento Especial - pode-se destacar tanto na área das artes plásticas, musicais, como dramáticas, literárias ou técnicas, evidenciando habilidades especiais para essas atividades e alto desempenho.

Tipo Psicomotor - destaca-se por apresentar habilidade e interesse pelas atividades psicomotoras, evidenciando desempenho fora do comum em velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora. E ainda complementa Guenther (2001, p. 32): “domina o próprio corpo, suas coordenações e músculos, tendões e articulações em nível de desempenho de alta qualidade, no campo atlético, esportivo, ou na área de coordenações finas, como, por exemplo, para manejar um bisturi ou um instrumento eletrônico.”

Esses tipos são desse modo considerados nas classificações internacionais, podendo haver várias combinações entre eles e, inclusive, o aparecimento de outros tipos, ligados a talentos de mais habilidades (MEC,SEESP, 2002).

Quais as características mais comuns do alunado que apresenta altas habilidades/superdotação?

Suas características variam, mesmo porque cada um apresenta perfil diferenciado, de pensar, de aprender, de agir e de desenvolver seu potencial.

Entretanto, há um elenco de características consideradas universalmente, como:

- curiosidade e vivacidade mental;
- motivação interna;
- persistência na área de seu talento;
- facilidade de compreensão e percepção da realidade;
- capacidade de resolver problemas;
- energia;
- habilidade em assumir riscos;
- sensibilidade;
- pensamento original e divergente;
- conduta criativa.

Nem todos apresentam as mesmas características, visto que elas podem variar em grau de intensidade e na forma de sistematizar os comportamentos.

Processo de Identificação dos Alunos com Altas Habilidades?Superdotação

O propósito principal da identificação, jamais deve ser o de rotular, mas sim motivo para estabelecer uma ação pedagógica adequada, que venha atender as necessidades educacionais, sociais e emocionais dos alunos, evitando dessa forma problemas de desajustamentos, desinteresse em sala de aula e baixo rendimento escolar e que esteja expressa no projeto político pedagógico da escola.

O sistema de identificação do aluno superdotado deve conter, segundo sugestão de alguns estudiosos da área, a combinação de instrumentos para garantir que uma maior quantidade de crianças sejam identificadas como bem dotadas ainda em idade pré-escolar.

GUENTHER (2000) enfatiza a necessidade de se estabelecer, um processo de identificação ao longo de uma dimensão de tempo, baseado na sequência de acontecimentos naturais do dia-a-dia, orientado pela observação contínua, direta e cuidadosa, nas mais diversas situações de ação, produção, posição e desempenho nas quais as crianças estiverem envolvidas.

O Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação adota e indica ao professor no processo de identificação dos alunos talentosos, o preenchimento da Lista de Indicadores criada pela estudiosa Zenita Cunha Guenther em seu livro intitulado: “Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão”. Neste documento, ao longo do tempo sinalizado por Guenther, 2000), através da observação direta, o professor em sala de aula desenvolve atividades em que os alunos no processo de execução demonstram suas habilidades e talentos, possibilitando o preenchimento da lista pelo professor.

Contudo, é importante destacar que reconhecer crianças como superdotado-talentosas não significa predizer um futuro brilhante para elas. Pessoas que alcançaram a notoriedade só o conseguiram após muitos anos de dedicação e esforço na mesma área, com apoio e estímulo, alto grau de criatividade, além de enfrentar a concorrência no campo de atuação.

Existe amparo legal para o atendimento ao superdotado?

Dentre os documentos legais existentes sobre esta temática, podemos destacar:
LDBEN nº. 9394/96
RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº. 02/2001
DELIBERAÇÃO Nº02/03 – CEE

Quais as alternativas para o atendimento ao superdotado?

Segundo as diretrizes básicas traçadas pelo Ministério de Educação – MEC, no Brasil, as alternativas utilizadas são: enriquecimento dos conteúdos curriculares e aceleração, ou as duas combinadas. Tanto uma quanto a outra devem estar de acordo com as características da escola e adequadas à realidade do aluno.

Também participar das atividades de enriquecimento educacional desenvolvidas no Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação no turno oposto ao estudo da escola regular.

O que pode fazer o professor pelo aluno superdotado? É importante apontar que nenhum professor necessita apresentar altas habilidades para ensinar alunos que as apresentam.

O que compete ao professor é a identificação das áreas de altas habilidades do aluno, observando como estas estão sendo utilizadas no contexto escolar, podendo, dessa forma, planejar as atividades de ensino de forma a promover o crescimento de acordo com o ritmo, as possibilidades, interesses e necessidades do educando.

Toda ação pedagógica utilizada com o superdotado pode ser utilizada com qualquer aluno. Considerações como estas NOVAES (1981) em seu artigo “Benefícios da Educação do Superdotado Extensivo a Todos”, chama atenção para o fato de que propostas de enriquecimento curricular e estratégias têm sido também aproveitadas em situações de aprendizagem com alunos não necessariamente superdotados.

Qual o papel da Educação Especial no que se refere ao aluno com altas habilidades/superdotação?

A Educação Especial deve atuar na relação pedagógica para assegurar respostas educacionais de qualidade às necessidades especiais do aluno com altas habilidades/superdotação, por meio de serviços, recursos e metodologias em todas as etapas ou modalidades da Educação Básica, que dela necessitarem para o seu sucesso escolar.

Desfazendo Idéias Errôneas e Falsos Conceitos a Respeito do Indivíduo com Altas Habilidades/Superdotação

Segundo GUENTHER (2001, p.51) muitos mitos e falsos conceitos envolvendo crianças mais capazes e talentosas já foram desafiados, desacreditados e abolidos tais como:

Ø Eles conseguem se desenvolver sozinhos e sem ajuda. Isso não é absolutamente verdade. Muitas crianças talentosas ficam sem incentivo, desestimuladas, desanimadas e abandonam os esforços e disciplina necessários pra promover o desenvolvimento de seu potencial; por isso uma boa parte do talento humano é desperdiçado, mediocrizado ou permanece sem se desenvolver.

Ø Eles são fisicamente fracos e emocionalmente instáveis. Essa é também uma idéia falsa, pois há muitos estudos mostrando que, como grupo, as crianças bem-dotadas tendem a ser fisicamente mais forte e mais saudáveis, a longo prazo, do que a população com que é comparada. (...). Também como grupo são mais estáveis e mais fortes emocionalmente, do que os seus pares etários. Na verdade eles precisam ser mais fortes, e amadurecer melhor, para enfrentar as demandas e expectativas a que frequentemente são submetidos.

Ø O talento desaparece, queima-se, e crianças muito dotadas não são produtivas por muito tempo na vida adulta. Outra noção falsa. As pessoas bem-dotadas e talentosas permanecem produtivas e talentosos até idades muito avançadas e apresentam produtividade superior ao grupo de idade, em todas as faixas etárias. Entretanto, realmente acontece que muitas crianças, tidas como prodígios na faixa de idade de 2,3 a 4, 5 anos, crescem e se revelam normais, não apresentando nem produção e nem características de dotação superior, quando adultos. (...). Portanto, cabe lembrar que precocidade pode ser um sinal de capacidade elevada – mas apenas um sinal, pois muitos talentosos não foram precoces, inclusive Einstein, o maior gênio deste século, que somente começou a falar aos três anos de idade, e não conseguia ler antes dos sete! Ao passo que muitas crianças, prodígios foram adultos normais.

Ø O bem-dotado nasce assim, e nada pode modificá-lo, nem para mais e nem para menos. Isso também é uma noção falsa. O potencial presente como predisposições e inclinações no plano genético, ou ao nascer, é enormemente influenciado por fatores, condições e variáveis ambientais. Inteligência é um atributo que pode ser nutrido, modificado, re-criado, estiolado ou desenvolvido pelo que a criança encontra, ou deixa de encontrar, em termos de condições ambientais e estimulação, durante e pela experiência de vida, e não algo a ser “descoberto” nas crianças.

Complementando essa discussão, Denise Fleith (2007, p.16-17) também elenca essas idéias errôneas sobre os bem-dotados:

Ø Compreender Gênio e Superdotado como sinônimos. (...) Devido a esta concepção do superdotado como um gênio, não é raro a família questionar e mesmo negar que o seu filho se qualifique como tal, quando, por exemplo, é informada pela escola que ele foi selecionado para participar de um programa de atendimento a alunos com altas habilidades. (...) O que tem sido apontado pelos estudiosos das altas habilidades/superdotação é a idéia de que existe um contínuo em termos de habilidades, seja, por exemplo, na área intelectual ou artística, apresentado o superdotado uma ou mais habilidades significativamente superiores quando comparado à população em geral. E tem sido recomendado que o termo “gênio” seja reservado para descrever apenas os indivíduos que deixaram um legado à humanidade, pelas suas contribuições originais e de grande valor.

Ø O superdotado se caracteriza por um excelente rendimento acadêmico. Outra idéia equivocada. Muitas vezes, observa-se uma discrepância entre o potencial (aquilo que a pessoa é capaz de realizar e aprender) e o desempenho real (aquilo que o indivíduo demonstra conhecer). Muitos são os fatores aos quais se pode atribuir este desempenho inferior. Tanto uma atitude negativa com relação à escola, como as características do currículo e métodos utilizados, além de baixas expectativas por parte do professor, paralelamente a pressões exercidas pelo grupo de colegas com relação ao aluno que se destaca por suas idéias ou habilidades marcantes, são alguns dos fatores responsáveis, sendo que esses relacionam entre si de maneira interdependente e complexa. Outros fatores que podem ser considerados para explicar essa discrepância:

§ Fatores individuais – baixa auto-estima, depressão, ansiedade, perfeccionismo, irritabilidade, não-conformismo, hostilidade e comportamento agressivo, lócus de controle externo, impulsividade e déficit de atenção e necessidade de ser aceito pelos colegas.

§ Fatores familiares – baixas expectativas parentais, atitudes inconsistentes dos pais a respeito das realizações do(a) filho(a); conflitos familiares, clima familiar em que prevalece menor grau de apoio, segurança e compreensão das necessidades da criança ou do jovem.

§ Fatores do sistema educacional – ambiente acadêmico pouco estimulante, métodos de ensino centrados no professor; excesso de exercícios repetitivos, baixas expectativas do professor com relação ao desempenho do aluno, pressão ao conformismo, procedimentos docentes rígidos, com padronização do conteúdo, aliado ao pressuposto de que todos os alunos devem aprender no mesmo ritmo e de mesma forma.
§ Fatores da sociedade – cultura anti-intlectualista, que se traduz por uma pressão em relação aos alunos que se dedicam e se sobressaem na área acadêmica. Os rótulos “nerd” ou “cdf”, usados, muitas vezes, de maneira pejorativa, constituem-se formas de discriminar negativamente esses alunos.

Maior valorização da beleza física comparativamente à inteligência, especialmente no gênero feminino, o que faz com que um largo contingente de alunas com altas habilidades não expressem ou mesmo neguem suas habilidades intelectuais superiores.
Ø A participação em programas especiais fortalece uma atitude de arrogância e vaidade no aluno superdotado. Outra noção também difundida que não tem fundamento. O que se tem confirmado é que estudantes que vem sendo submetidos ao atendimento especializado, quando de boa qualidade, ficam mais satisfeitos academicamente, entusiasmados com as propostas curriculares, mais ajustados social e emocionalmente. (Reis & Renzulli, 2004).
Ø Valores culturais a favor de um atendimento especial apenas a alunos com distúrbios de conduta e deficiência. Frequentemente professores e gestores de instituições educacionais defendem que seria um absurdo investir em programas para alunos com altas habilidades/superdotação, quando existe um largo contingente de alunos com necessidades especiais relacionadas a distúrbios e deficiências diversas, que permanece sem um atendimento especializado no país. Deve o sistema educacional atender, de forma diferenciada, tanto aqueles com altas habilidades e talentos especiais como os que apresentam distúrbios de condutas e deficiências diversas.
Ø A aceleração do aluno superdotado resulta mais malefícios do que benefícios. As pesquisas têm indicado, porém, que a aceleração traz benefícios para o aluno, quando o processo de aceleração é bem conduzido, levando-se em conta as suas necessidades e características intelectuais, sociais e emocionais, paralelamente a professores adequadamente preparados para apóiá-lo em suas necessidades.
Ø O superdotado tem maior predisposição a apresentar problemas sociais e emocionais. Contrário a essa idéia, inúmeros estudos têm indicado que muitos alunos com altas habilidades/superdotação caracterizam-se não apenas por uma inteligência superior, mas também por um melhor ajustamento social e emocional. Entretanto, aqueles que apresentam uma inteligência excepcionalmente elevada tendem a enfrentar maior número de situações que poderão ter um impacto negativo no seu ajustamento sócio-emocional. Neste grupo, é mais frequente os alunos se sentirem pouco estimulados pelo programa levado a efeito na escola, apresentando ainda dificuldades de relacionamento social com os colegas, por terem interesses distintos, o que gera sentimentos de solidão e isolamento.

Dicas

O que mais posso ler sobre este tema?

REFERÊNCIAS:


ALENCAR, E.M.L.S. Como desenvolver o potencial criador. Petrópolis: Vozes, 1991.
ALENCAR, E.M.L.S. Perspectivas e desafios da educação do superdotado. Tendências e desafios da educação especial (p.104–124). Brasília: SEESP, 1994.
ALENCAR, E.M.L.S. O processo de criatividade: produção de idéias e técnicas criativas. São Paulo: Makron, 2000.
ALENCAR, E.M.L.S. & FLEITH, D. S. Superdotação: determinantes, educação e ajustamento. São Paulo: EPU, 2001.
ARMSTRONG, Thomas. Inteligências múltiplas na sala de aula. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2001.
COSTA, A C. G. C. Tempo de servir: o protagonismo juvenil passo a passo: um guia para o educador. Belo Horizonte: Universidade, 2001.
FREEMAN, J. & GUENTHER, Z. C. Educando os mais capazes, São Paulo: EPU, 2000.
GARDNER, Howard , Inteligências múltiplas: um conceito reformulado. São Paulo: Objetiva, 2000.
GUENTHER, Z. C. Desenvolver capacidades e talentos. Um conceito de inclusão. Petrópolis: Vozes, 2001.
______. Educando o ser humano: uma abordagem da psicologia humanista. São Paulo: Mercado de Letras, 1997.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Especial. A construção de práticas educacionais pra alunos com Altas Habilidades/Superdotação. Vol.1. Orientação a professores. Org, Denize de Souza Fleith.Brasília, DF, 2007.
RAMOS, Cosete. O despertar do gênio: aprendendo com o cérebro inteiro. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 2002.
STERNBERG, R. J. Inteligência plena: ensinando e incentivando a aprendizagem e realização dos alunos. Porto Alegre: Artmed, 2003.
WINNER, E. Crianças superdotadas. mitos e realidades. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1998.

Que filmes posso assistir sobre o tema?

Mentes que brilham
Lances inocentes
Gênio Indomável
Uma mente Brilhante
Sociedade dos Poetas Mortos
Prenda-me se for capaz
Encontrando Forrester
Amadeus
Brilhante
Hackers-Piratas de Computador
Código para o Inferno
O Amor é contagioso (Patch Adams)

Endereços eletrônicos:

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www.ufsm/ce/revista.com.br

Material elaborado/adaptado pela Coordenadora Pedagógica do NAAH/S Ritta Araújo com Revisão da Coordenadora das Salas Multifuncionais Dartilene Pires de Andrade.24/02/2010. NAAH/S – Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação – Salvador – Bahia.